Porque usar as construções para impactar pessoas

Olá!!! 

Como você está? Esperamos que muito bem!!

Na semana passada falamos sobre o nosso porquê.

E pode parecer muito poético falar sobre isso depois que você já tem as certezas dentro do seu coração. É mais ou menos um: “depois que passou, agora parece óbvio”, sabe?

Quando compartilhamos uma conclusão sempre vai tender a parecer mais óbvio mesmo, mas queríamos te dizer que não foi sempre assim. E, mais do que isso, COMO nós chegamos nesse porquê tão forte para nós e que nos move tanto.

E para isso vamos te falar sobre um livro que não sei se você conhece. Se chama “Comece pelo porquê” do Simon Sinek. Ele também gravou um talk TED, dá uma olhada pois que vale a pena ^^

Mas porque estamos te falando sobre esse livro? 

O Simon fala nesse livro sobre um conceito que nos ajudou bastante, então achamos que pode te ajudar também. Ele fala sobre o “Golden Circle” (círculo de ouro). Tá, mas o que é isso?

O círculo de ouro é uma forma de compreender o porquê algumas empresas e líderes têm resultados e influências tão desproporcionais. 

Ele fez a seguinte divisão:
O quê: é o que a pessoa ou empresa faz. Independente do seu tamanho ou área de atuação. As pessoas conseguem descrever com facilidade os produtos ou serviços que a empresa vende. Os “o ques” são fáceis de identificar e comunicar.

Como: Aqui já são menos empresas e líderes que comunicam. É explicar além do “o que” você faz, mas “como” isso é diferente do restante. O “como” não é tão simples de identificar como o “o que”, e de acordo com Simon é justamente por isso que muitas pessoas se confundem e acreditam que são esses os motivadores de ação e decisão. Mas ainda falta um detalhe.

Porquê: Aqui são pouquíssimas pessoas, empresas e líderes que têm essa clareza. Por que a pessoa faz o que faz? E ele deixa bem claro no livro que isso é diferente de “ganhar dinheiro”, já que isso é uma consequência. É sobre a causa, a finalidade, crença. Por que a empresa existe, por que você levanta da cama todos os dias para continuar fazendo o que está fazendo? Por que alguém deve se importar com o que você está fazendo?

É interessante pensar até mesmo nessa palavra: Por que? Porquê!
Por que é uma pergunta, e porquê é um substantivo que mostra que você sabe o motivo!

Calma que sabemos que ainda não está fazendo sentido! rs Mas vai fazer!!
No livro (e no ted talk) ele traz um exemplo para entendermos a diferença do impacto que temos ao alternar a ordem que nos comunicamos. Existe um estudo de caso muito famoso no universo das empresas que é a Apple e todo o impacto que ela gerou no universo da computação, mas para seguir em frente preciso fazer um parênteses e te ensinar um conceito:

No universo de vendas existe um termo que se chama CTA (“call to action” – tradução: chamada para ação). Preste atenção em qualquer propaganda, ela geralmente termina com uma chamada para ação: “Compre agora”, “faça a sua reserva!”, “baixe agora”, “compre batom” (piada que identifica idade, rs)… Esses são alguns exemplos de chamadas para ação. Mas para você entender, é um comando direto para influenciar o cliente a realizar uma ação específica. 

Então o exemplo que ele mostra é a diferença entre começar a propaganda nessa sequência que te mostramos: 1. o quê, 2. como, 3. CTA (que é a mais comum):

“Fabricamos computadores
Eles têm um belo design, são simples e fáceis de usar.
Não vai comprar um?”

Fabricamos computadores – o quê
Eles têm um belo design, são simples e fáceis de usar – como (diferenciação)
Não vai comprar um? – CTA

Agora olha a diferença:
“O jeito com que temos de desafiar o status quo é fazer os nossos produtos com um belo design e fáceis de usar.
E conseguimos fazer excelentes computadores.
Não vai comprar um?”

o jeito com que temos de desafiar o status quo – Porquê
é fazer produtos com belo design e fáceis de usar – Como
E conseguimos fazer excelentes computadores – o quê
Não vai comprar um? – CTA

Conseguiu perceber a diferença entre esses dois exemplos do Simon Sinek? 

Nossa, dá para dar uma aula inteira só sobre esse assunto! Ainda podemos falar sobre como essas mensagens chegam no nosso cérebro, que ao falar sobre o porquê conversamos com o nosso cérebro límbico e quando falamos os “o quês” e “comos” falamos com o neocórtex! Mas se entrar nisso não vamos terminar esse email! rs

Nós já te falamos nos e-mails passados sobre a nossa história e como nos reencontramos e o que nos motivou a criar o Projetando com Feng Shui, o método PFS, e fazer tantas lives e criar todo o conteúdo que criamos. O que aconteceu conosco é que na busca por uma razão e um sentido para as nossas vidas nós acabamos encontrando o nosso porquê. E esse porquê gerou todos aqueles sentimentos que te contamos na semana passada. 

Como te falamos, são aqueles os sentimentos que nos colocam em ação, mas eles só existem porque temos, digamos…motivos para lutar!
Lutar contra a preguiça, contra a inércia, contra os nossos medos, contra a procrastinação.

E pelo menos para nós, não é UM motivo. nós até conseguimos traduzir tudo isso em um “grande motivo”, como propõe o Simon, mas o que queremos te trazer (que acreditamos que pode te ajudar em encontrar o SEU porquê) é que isso veio da soma de vários pequenos porquês. Uma grande luta é feita de várias pequenas batalhas. E hoje vamos te mostrar as nossas pequenas batalhas, porque são todas elas juntas que criam o nosso porquê!!

Então, por que usar as construções para impactar pessoas? (by Bel e Tef)

1.Porquê o espaço  conecta…
a) a pessoa com a natureza
Nós somos animais e no princípio o nosso habitat era a natureza. Os Homo sapiens começaram a evoluir 200 mil anos atrás. A agricultura surgiu há 12 mil anos, a invenção das cidades tem apenas 6 mil anos, e a vida moderna que conhecemos hoje tem apenas 200 anos. Nosso corpo ainda não teve tempo de se adaptar a todas essas mudanças e nosso cérebro é todo desenvolvido para estar atento a tudo que nos rodeia por questões primitivas de sobrevivência! Nós somos basicamente desenhados para prestar atenção em tudo ao nosso redor, e tudo está nos mandando mensagens o tempo todo, que vão refletir em nós de diversas formas!
E é da natureza animal a busca pelo abrigo. Nós passamos em média 90% do nosso tempo em espaços construídos. Então, imagina quantas mensagens esses espaços estão nos mandando!!! A princípio nosso habitat era a natureza e hoje são as cidades. São os espaços que nós criamos e construímos que fazem a conexão entre o ser humano e a natureza. Não seria melhor entender mais sobre como isso se comunica com o nosso cérebro?

b) a pessoa com ela mesma
O espaço nos manda mensagens o tempo todo, mas a recíproca é verdadeira! Nós também nos expressamos com o mundo ao nosso redor das formas que podemos, como por exemplo pelas roupas, pelo modelo de carro que gostamos, tipo de música que escutamos, e pelo estilo de decoração dos espaços que gostamos!
A partir do espaço conseguimos olhar para dentro e entender o que se passa dentro! E a partir disso também entendemos como nos comunicamos para fora, com os outros.
Têm coisas de fora que impactam e nos transformam por dentro, mas podemos transformar de dentro para fora. E cuidar dos espaços é uma das formas de fazer exatamente isso!!

c) a pessoas com outras pessoas
No fundo é tudo sobre as pessoas. A cidade é sobre pessoas, a casa é sobre pessoas, os escritórios são sobre pessoas atendendo outras pessoas. É tudo sobre pessoas. Se o espaço está interferindo na vida e emoções de uma pessoa, vai interferir em todas, e também na relação entre pessoas que convivem nesse espaço. Quando entendemos que o espaço interfere profundamente a forma nos sentimos inseguros, é ingênuo não compreender que isso vai interferir como nos relacionamos com as outras pessoas. 

2.Porquê são diretrizes
É assim que entendemos. Não são regras, são diretrizes.
E nós, como profissionais, damos o nosso melhor para realizar nos projetos 100% das diretrizes, mas sabemos que nem sempre isso é possível, e dentro desse cenário, fazemos o melhor que podemos para usar o máximo de diretrizes dentro do espaço do nosso cliente.
E primeiro, porque não dá para usar todas as diretrizes? Porque existem variantes: o que o espaço nos permite, o que o cliente gosta e o que o profissional conhece. Nós acreditamos que o nosso papel como profissionais é levar 100% do conhecimento para o cliente. Mas daí em diante, acontece algo que achamos muito incrível, que é trabalhar JUNTO do cliente (e não CONTRA), para propor para o espaço DELE o melhor para ELE com o que o espaço dele nos permite.
Porquê conhecendo todas as diretrizes vamos fazer o nosso melhor com o que temos. Talvez não fique perfeito, provavelmente não vai ficar, mas vamos dar o nosso melhor para chegar o mais perto possível do que seria o perfeito pelo ponto de vista do nosso cliente.  

E isso nos leva ao último ponto:

3.Porquê focamos no que importa
Porquê quando você pensa no impacto das construções você foca no outro, cuida do outro, entende as dores e sonhos do cliente. E com esse olhar,  juntos tomamos decisões que vão transformar a vida dele. .
Pensa com a gente, não é a nossa casa, escritório ou loja, é de outra pessoa! Então não é o nosso gosto, é sobre o gosto dele.  Não é pra mim, é para ele! Ele, o nosso cliente, é o foco. E ao sabermos que o espaço nos conecta e ao conhecer as diretrizes, conseguimos focar no que realmente importa: O ser humano que vai habitar esse espaço.

Esses são os nossos porquês. Você reparou que dentro de cada porquê existem muitos mini-porquês? É a soma de todos esses motivos que nos tira da inércia e movimenta tudo que você vê dentro do Projetando com Feng Shui. 

Nosso objetivo com esse email não é apenas te mostrar os nossos motivos, e sim te ajudar.
Caso você ainda não tenha um grande porquê e você se identifique com algum dos nossos, pode pegar para você! É um começo, e quando você começar a caminhar vai descobrir vários outros porquês! Os SEUS porquês!


Até o nosso próximo encontro!

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